Sobre abraços e terças-feiras

Eu esperava pelas terças-feiras e pelo seu abraço. Não havia regras, mas nos conectamos assim. Às terças-feiras sempre tinha seu abraço. E seu abraço sempre apertava minhas costelas. E eu gosto muito de sentir minhas costelas. Era um bônus. Ainda tinham todos os dias da semana, mas eu ria com nossas terças-feiras.

Hoje as terças-feiras ainda permanecem iguais: depois das segundas e antes das quartas. Mas não tem mais abraço, nem aperto e nem costelas. Não sei contar em dias e nem em luas, mas há algumas terças-feiras que ela se tornou o terceiro dia da semana.

Troquei seu abraço por várias coisas – você nem sabia, mas ele valia muito!

Tem terças que ele vale livros, n’outras vale filme. Vale sessão de acupuntura e meditação. Também vale jantares com amigos e em boa parte dessas terças ele vale música – algumas me lembram muito o seu abraço e até toco minhas costelas para ver se ele está ali. Toco sem medo, faço riso e termino a playlist. Já é quarta-feira.

Greice Souza

 

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